Entrevista à Sandra "Invisual"
No âmbito da mobilidade na cidade, optamos “Turma EFA/2009”, por fazer uma entrevista a uma aluna invisual desta mesma escola, Sandra.
Após alguns contactos, dia 8 de Fevereiro de 2010, pelas 19:00 na Biblioteca começamos a nossa entrevista.
Foram colocadas algumas questões à entrevistada no âmbito da Mobilidade na cidade, algumas das quais;
-Já nasceu invisual?
-Como é que foi a sua adaptação à comunidade após a sua cegueira?
-O seu ambiente de trabalho é-lhe favorável? Tem acessos necessários? Ou tiveram que os criar após a sua admissão?
-Se tivesse oportunidade, ou poder, o que mudaria, por exemplo aqui em Oliveira de Azeméis?
Respondeu;
-Não nasci invisual e não foi nenhum acidente, é doença, retinopatia pigmentaria e estou cega desde 2000.
-Foi muito difícil, claro, tive que aprender tudo de novo, a minha mobilidade, o meu dia-a-dia, a leitura, a escrita, que é diferente é Braille.
-Não, eu é que tive de me adaptar ao espaço, ao material, o telefone é normal só tem um pontinho, tive que decorar onde estavam as teclas, eu tenho a minha máquina de Braille quando necessito de fazer algum apontamento utilizo-a. O edifício da Câmara tem elevador o que facilita a mobilidade. Tenho computador com sintonizador de voz mas em casa.
-Os passeios deveriam ser mais largos, a sinalização deveria ser sonora, entre outras coisas...
Se fosse feito um levantamento às barreiras arquitectónicas existentes por exemplo, na cidade de Oliveira de Azeméis, os resultados não seriam nada animadores, mas infelizmente não seria só nesta cidade.
Circular nas ruas, em cadeira de rodas exige um esforço ou ajuda de terceiros.
No âmbito da mobilidade na cidade, optamos “Turma EFA/2009”, por fazer uma entrevista a uma aluna invisual desta mesma escola, Sandra.
Após alguns contactos, dia 8 de Fevereiro de 2010, pelas 19:00 na Biblioteca começamos a nossa entrevista.
Foram colocadas algumas questões à entrevistada no âmbito da Mobilidade na cidade, algumas das quais;
-Já nasceu invisual?
-Como é que foi a sua adaptação à comunidade após a sua cegueira?
-O seu ambiente de trabalho é-lhe favorável? Tem acessos necessários? Ou tiveram que os criar após a sua admissão?
-Se tivesse oportunidade, ou poder, o que mudaria, por exemplo aqui em Oliveira de Azeméis?
Respondeu;
-Não nasci invisual e não foi nenhum acidente, é doença, retinopatia pigmentaria e estou cega desde 2000.
-Foi muito difícil, claro, tive que aprender tudo de novo, a minha mobilidade, o meu dia-a-dia, a leitura, a escrita, que é diferente é Braille.
-Não, eu é que tive de me adaptar ao espaço, ao material, o telefone é normal só tem um pontinho, tive que decorar onde estavam as teclas, eu tenho a minha máquina de Braille quando necessito de fazer algum apontamento utilizo-a. O edifício da Câmara tem elevador o que facilita a mobilidade. Tenho computador com sintonizador de voz mas em casa.
-Os passeios deveriam ser mais largos, a sinalização deveria ser sonora, entre outras coisas...
Se fosse feito um levantamento às barreiras arquitectónicas existentes por exemplo, na cidade de Oliveira de Azeméis, os resultados não seriam nada animadores, mas infelizmente não seria só nesta cidade.
Circular nas ruas, em cadeira de rodas exige um esforço ou ajuda de terceiros.
Um invisual, tem dificuldades acrescidas de movimentação, em espaços e serviços públicos como Escolas, Tribunais, Câmara Municipal, Museus e Instituições Bancárias.
A falta de sinais sonoros nas passadeiras e nos semáforos, um pavimento de textura diferenciada para cegos “pontos de referência” constitui um grave problema para a sua mobilidade.
Após ter tomado algum conhecimento “pontos de referência” na sua mobilidade não devemos desordenar os objectos.
De um dia para o outro, qualquer um de nós pode ver a sua mobilidade condicionada.
Temos que tomar consciência de algumas pequenas coisas que fazem toda a diferença.
“Obrigada Sandra por nos teres elucidado um pouco para esta questão que “ignoramos” ou simplesmente estamos adormecidos”.
Formandos:
A falta de sinais sonoros nas passadeiras e nos semáforos, um pavimento de textura diferenciada para cegos “pontos de referência” constitui um grave problema para a sua mobilidade.
Após ter tomado algum conhecimento “pontos de referência” na sua mobilidade não devemos desordenar os objectos.
De um dia para o outro, qualquer um de nós pode ver a sua mobilidade condicionada.
Temos que tomar consciência de algumas pequenas coisas que fazem toda a diferença.
“Obrigada Sandra por nos teres elucidado um pouco para esta questão que “ignoramos” ou simplesmente estamos adormecidos”.
Formandos:
Carla
Cláudia
Fernanda
Paulo Granja
Paulo Pinho
Cláudia
Fernanda
Paulo Granja
Paulo Pinho
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